domingo, 13 de setembro de 2015

Gorgônio José de Araújo Neto



* dep. fed. BA 1983-1987.
Gorgônio José de Araújo Neto nasceu em Salvador, Bahia, no dia 19 de março de 1939, filho de Gorgônio de Almeida Araújo e de Maria José Sampaio Araújo.
Estudante da Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia (UFBA), foi diretor do Centro Popular de Cultura da União dos Estudantes da Bahia e um dos editores da revista Ângulos, do Centro Acadêmico Rui Barbosa. Em 1962 representou a União Nacional dos Estudantes (UNE) num congresso em Genebra, na Suíça, e em outro em Kiev, União Soviética.
Após o movimento político-militar que derrubou o presidente João Goulart em 31 de março de 1964, permaneceu preso durante 50 dias no forte de Monte Serrat, na capital baiana. Depois de formado em direito, trabalhou na iniciativa privada e ocupou cargos públicos em Santo Antônio de Jesus (BA).
Em 1973 foi aprovado em concurso público para juiz do trabalho em Pernambuco, onde trabalhou durante seis meses. Iniciou a vida política elegendo-se deputado estadual pela Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de sustentação do regime militar, em novembro de 1978. Com a extinção do bipartidarismo em novembro de 1979 e a conseqüente reorganização partidária, filiou-se ao Partido Democrático Social (PDS), agremiação que deu continuidade à Arena. Durante essa legislatura, acumulou a direção do Centro Executivo Municipal de Santo Antônio de Jesus, do Centro Regional Integrado (CERIN) da 1ª Região Administrativa e da Companhia de Navegação do Estado da Bahia.
Em novembro de 1982 elegeu-se para a Câmara dos Deputados. Foi membro e vice-presidente da Comissão de Constituição e Justiça e suplente da Comissão de Relações Exteriores, além de relator do projeto de lei que criou o Juizado de Pequenas Causas.
Em 25 de abril de 1984, votou contra a emenda Dante de Oliveira que, apresentada na Câmara dos Deputados, propôs o restabelecimento das eleições diretas para presidente da República em novembro daquele ano. Como a Emenda não obteve o número de votos indispensáveis à sua aprovação - faltaram 22 para que o projeto pudesse ser encaminhado à apreciação pelo Senado Federal - no Colégio Eleitoral reunido em 15 de janeiro de 1985 Gorgônio Araújo Neto votou no candidato do regime militar, Paulo Maluf, derrotado pelo candidato oposicionista Tancredo Neves, eleito novo presidente da República pela Aliança Democrática, uma união do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) com a dissidência do PDS abrigada na Frente Liberal. Contudo, por motivo de doença, Tancredo Neves não chegou a ser empossado na presidência, vindo a falecer em 21 de abril de 1985. Seu substituto no cargo foi o vice José Sarney, que já vinha exercendo interinamente o cargo desde 15 de março.
Gorgônio Araújo Neto deixou a Câmara dos Deputados em janeiro de 1987, ao final da legislatura, sem ter concorrido à reeleição em novembro do ano anterior.
Em 1986, deixou o PDS para filiar-se ao PMDB. Com a vitória de Valdir Pires para o governo da Bahia (1987-1989), assumiu o cargo de interventor na Companhia de Desenvolvimento do Vale do Paraguaçu (Desenvale), tendo iniciado o processo de transferência da barragem de Pedra do Cavalo para a Empresa Baiana de Saneamento (Embasa). Dois anos depois, foi nomeado diretor administrativo do Banco do Estado da Bahia (Baneb). Já na gestão de Nilo Coelho (1989-1991), foi presidente da Empresa Gráfica da Bahia.
Posteriormente, transferiu-se para o Partido Democrático Trabalhista (PDT), a que permaneceu filiado até março de 1993, quando tornou-se juiz substituto do trabalho em Recife. Em agosto seguinte retornou a Salvador, na mesma função, tendo sido promovido em 1995 a juiz titular no município de Bom Jesus da Lapa (BA).
Em 1997, passou a atuar como juiz do trabalho em Irecê (BA) e, dois anos mais tarde, na 3ª Vara do Trabalho em Itabuna (BA).
Casou-se com Ana Julina Barreto Araújo, com quem teve três filhos.
Fontes: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1983-1987);
Globo (26/4/84, 16/1/85); INF. BIOG;Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil.
Palavras-chave: Bahia

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