AVC: diagnóstico rápido e preciso são fundamentais no controle da doença

AVC: diagnóstico rápido e preciso são fundamentais no controle da doença Publicado em 26/11/2012 O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é responsável por uma média anual de 340 mil casos e 100 mil mortes, tornando-se a doença que mais mata no Brasil, segundo estatísticas do Datasus. Somente na Bahia, em 2009, atingiu fatalmente mais de 6.300 pessoas. Hoje, aproximadamente 1 milhão e 900 mil brasileiros vivem com sequelas da doença, sendo que 70% não retornam ao trabalho e de 30 a 50% ficam dependentes. Conhecido popularmente como derrame, o AVC acontece devido a uma interrupção súbita de sangue para uma área do cérebro e se caracteriza por sinais e sintomas muitas vezes devastadores. O paciente pode apresentar fraqueza em um dos lados do corpo, dificuldade para andar ou falar, boca torta, visão dupla e dor de cabeça intensa acompanhada de vômitos. Nos casos graves, o indivíduo pode perder a consciência e entrar em estado de coma de imediato. O surgimento desses sintomas exige que o paciente procure um serviço médico de emergência, pois o atendimento deve ser o mais rápido possível, visto que as primeiras horas são cruciais para o correto tratamento. De acordo com o neurologista Pedro Antonio Pereira, apesar do AVC ser uma doença devastadora, existe prevenção e tratamento na fase aguda. “Atitudes como não fumar e controlar a pressão arterial, o diabetes melitus e os níveis de colesterol estão entre as medidas que podem ser tomadas para evitar o AVC. Quanto ao tratamento, há medicações que tornam possível a desobstrução do vaso ocluído, restabelecendo o fluxo sanguíneo normal do paciente com AVC isquêmico, evitando morte e sequelas”, afirmou. Para melhor atender aos pacientes vítimas de problemas neurológicos, o Hospital Santa Izabel possui uma Unidade de Terapia Intensiva Neurológica (Utin) com equipamentos de monitorização e profissionais neurointensivistas especializados. “É um marco em Salvador, pois possuímos profissionais de alto gabarito e neurologistas de plantão 24 horas”, disse Jamary Oliveira Filho, chefe da Utin. Segundo ele, esse diferencial garante o reconhecimento precoce da lesão neurológica, permitindo ao profissional atuar no tratamento antes de se estabelecer a sequela definitiva e reduzir a mortalidade.

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