quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

J. Rubens!...

(evangelista da silva) Se foi!... um amigo, quando amigo já não se há!... eis que chega ela, a infame e sacana desonra!... a morte... esta inimiga inseparável tragou o meu único e terno amigo... e ele sumiu no vão do infinito sem ao menos dizer-me adeus!... inexplicavelmente não houve tempo... soube depois... e neste vazio que se nos separa à vida ele sumiu eternamente... e como o éter diluiu-se no ar!... que desgraça é a morte!... sabe de uma coisa?... sinto sede de ser ateu... mas como se me explicar tudo, - Deus!... se ao menos sei lá quem sou?... é morrer no esquecimento dos meus desenganos!... Ah, morrer... é a pior das sinfonias... ouço Beethoven a 9ª e ela se me desperta para a Valsa do Adeus!... e no barco da morte viajo no tempo perdido nesta triste agonia... é Zé... Santo Antônio de Jesus não há mais... você partiu daqui à senda do infinito... que irônica é a vida... sem tempo de se nos despedir!... quem sabe, um dia, talvez encontrar-nos-emos para sorver quem sabe... a última cerveja!... meu amigo... Adeus!...

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