terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

O MOMO EM SALVADOR A FESTA SEXUAL

Da Cruz Roque Assunção Domingo às 22:58 O MOMO EM SALVADOR A FESTA SEXUAL Sexo, futebol e paixão inspiram carnaval 2013 de Daniela Mercury. O carnaval é uma festa sensual, sexual também', diz sobre novidades. Música de trabalho da cantora este ano é 'Couchê'. Na capital do Salvador, no Estado da Bahia, há uma variação do carnaval, só que esse se passa na rua, e os passistas entram em êxtase sambando, enchendo a cara e tendo relações sexuais até a morte. Essa varição do carnaval começa no dia primeiro de janeiro e termina no dia trinta de dezembro. Durante o dia trinta e um os baianos terminam a festa e vão trabalhar. O Carnaval em Salvador começa, extra-oficialmente, na próxima quinta-feira, embora a cidade já viva “dias de Momo” desde o começo do Verão. Qualquer pessoa que queira participar desta variante do Carnaval provalvelmente terá que se desfazer de todos os seus bens para adqurir um Abadá. E aqueles dos de que não se desfizer, vão perder nos assaltos e arrastões mesmo. O carnaval foi criado na Bahia, um baiano chegou para a baiana e falou "te cutuco", ela "num cutuca", "te cutuco", "num cutuca". E assim surgiu o ritmo sexual do carnaval em Salvador, no Estado da Bahia. Na imagem da cidade do carnaval é determinante a sintaxe da obscenidade, da orgia, da perversão simbólica. O carnaval além de ser uma festa que contamina toda uma cidade, é uma forma de apropriação urbana que altera sensivelmente a imagem, a ordem e os valores que regem e fazem o estilo de vida dos outros dias do ano, fazendo da cidade o lugar de uma orgia coletiva. Se a cidade é o centro das operações mercadológicas do capitalismo, durante o ritual carnavalesco, ela é reorganizada, por um urbanismo perverso, para permitir a comercialização, consumismo e o desperdício do erótico, da libido, da violência, materialismo, supérfluo, luxúria e vaidade. A cidade é percorrida pelo lúdico, pela sedução e até pela apelação direta ao sexo livre, como registra as campanhas dos preservativos. Uma estranha cidade portátil é construída dentro da antiga, tendo as barracas de bebidas alcoólicas como principal serviço urbano. Uma multidão consumidora e espetacular e um território fantasmagórico se erguem, subvertendo momentaneamente a aparente racionalidade urbana. Neste audacioso ritual de libertinagem, patrocinado pelo poder e pelo "bom senso" de uma sociedade indiscretamente moralista, a cidade é o palco da sedução e de total entrega, sem pudor, aos prazeres da carne. Em suma, é um ato de total entrega, de transe e êxtase, de liberação de todas as tensões reprimidas e da envolvência absoluta entre o real e o fantástico. Nas luzes dos refletores e câmaras de TVs são focados os corpos desnudos das mulheres. Dedada em pleno carnaval de Salvador. Pelo fato de muitas pessoas terem represadas em seu íntimo, inúmeras fantasias, ansiedades e desejos das mais diversificadas ordens (devido às imposições legais, religiosas, cristãs, morais, dos bons costumes, éticas, tabus, dogmas, etc), essas vontades incontidas, costumam ser exteriorizadas em momentos de maior permissividade, ou mediante o uso de máscaras para não serem reconhecidos, pois o indivíduo não se permite mostrar intimamente em função do medo/receio do julgamento alheio ou mesmo por conta do cerceamento promovido pela legislação humana em tempos ditos normais ou civilizados. Dessa forma, é usual o abuso de bebidas alcoólicas (até como um agente "encorajador"), a atividade sexual infrene e irresponsável, assim como o uso de diversas substâncias estupefacientes, o que transforma esse período num "vencedor" disparado, em matéria de estatística do terror e do morticínio brutal: acidentes automobilísticos, assassinatos, suicídios, estupros e outros fatos lamentáveis comportam-se em um crescente nessas ocasiões. E essas estatísticas não costumam considerar outros infortúnios ocultos aos olhos da mídia em geral, tais como: a iniciação homossexual, o defloramento de adolescentes imaturas, as gravidezes indesejadas desaguando freqüentemente em abortos provocados, a disseminação das doenças sexualmente transmissíveis (inclusive a AIDS) e as ulcerações morais marcando profundamente certas almas desavisadas e imprevidentes. O fato é que se torna corriqueira a associação do desregramento sexual ao alcoolismo e outros tipos de toxicomania e destes com as desgraças mais mediatas ou mais tardias. A dança sempre foi um acessório cultual, entre os índios, nas religiões afro, no antigo Egito e em inúmeros cultos antigos. Mircea Eliade, historiador das religiões, afirma que a dança e a música de tambores eram parte indispensável dos cultos antigos.

Um comentário:

  1. Eis aqui uma abordagem científica abalizadíssima, daquilo que é o CARNAVAL, e principalmente CARNASANGUE CADAVÉRICO DE NOSSA BAHIA DE TODOS OS SANTOS, perfeitamente descrita, e ou dissertada pelo nobre amigo poeta, advogado e escritor, Da Cruz Roque Assunção. Roque, para mim, é um exemplo de ser pensante. Um exemplo de ser Humano. Conheci Roque Assunção na Escola de Mecânica da RLAM - Petrobrás. Lá estudamos MECÂNICA. Desde aquele tempo, há mais ou menos 34 anos. Logo logo Roque tornou-se Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos da cidade do São Salvador, - Bahia. E esplendidamente Roque deu um salto para a sua construção Moral e Intelectual de uma forma BRILHANTE que só é possível aos gênios. E havia em Roque um SER que reservava para um futuro, uma promessa ainda desconhecida e de um brilho fulgurante. Algo assim de espantoso. E aqui está o Roque se nos mostrando que ser NEGRO é ser HUMANO, POETA, INTELECTUAL, ADVOGADO, ESCRITOR, e muito mais! E a sua sensibilidade vai além do esperado quando o mesmo faz uma composição magistral entre a poética, a filosofia, a sociologia, enfim, o direito. O direito em todas as suas nuances. Um direito contemplativo que se nos arrefeca para um mundo de indagações para se nos negar tanta fantasia que se nos acerca as nossas realidades. A realidade do Povo Brasileiro. Um povo explorado, chibatado, humilhado e sofrido. Como diz o outro que "Atrás do trio elétrico só não vai quem já morreu", podemos observar que em cima dos TRIOS ELÉTRICOS os que humilham fazendo das notas musicais uma tremenda desarmonia ensurdecedora e alucinante, são os mais responsáveis pela desgraça do sei IRMÃO. São eles os verdadeiros IEE - Instrumentos Ideológicos de Estado. Estão a serviço da EXPLORAÇÃO e DIZIMAÇÃO de uma sociedade podre dividida em classes, onde quem vai atrás dos trios elétricos fora da CORDA, vai para MORRER...

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JORGE DONN - Bolero de Ravel