sábado, 25 de junho de 2011

Denunciados 12 PMs envolvidos na morte de quatro pessoas no Nordeste de Amaralina




Foi recebida pela Vara do Júri, em Salvador, denúncia feita pelo Ministério Público estadual contra 12 policiais militares, entre eles dois tenentes, um sargento e nove soldados, acusados de terem promovido uma ação considerada desastrosa no Nordeste de Amaralina em agosto do ano passado, “causando repulsa na sociedade” e resultando no ferimento de uma pessoa e morte de quatro, incluindo um adolescente. A denúncia por quádruplo homicídio qualificado, homicídio na forma tentada por motivo torpe, perigo comum e impossibilidade de defesa e crime de fraude processual foi assinada pela promotora de justiça Kárita Cardim de Lima, que atua no Grupo de Atuação Especial para o Controle Externo da Atividade Policial (Gacep).
Os denunciados são os tenentes PM Charles Edgard Silva Freitas e Marcus Paulo da Silva Fraga; sargento PM Pedro Simões de Jesus e soldados PM Cláudio de Jesus Santana, José Eduardo Santos de Almeida, Walter dos Reis Borges, Paulo Ricardo Barbosa Santos, Juarez Batista de Carvalho, Eraldo Menezes de Souza, Leonardo Linhares Pereira Tosta, Fábio do Nascimento e Leonardo Passos Cerqueira. De acordo com a denúncia, em 28 de agosto do ano passado, pouco depois da meia noite, os policiais chegaram à Rua Rodolfo Queiroz, no Nordeste de Amaralina, em uma viatura da Rondesp Central e duas da 49ª CIPM e, utilizando pistolas e metralhadoras, dispararam tiros, causando correria e pânico entre os moradores.
Foram atingidos com vários tiros e mortos João dos Santos Piedade Filho, Márcio Nunes Moreira, Anderson Costa dos Santos (de 15 anos) e Danilo Meireles dos Santos. Ferido, Marcos dos Santos só não morreu porque um senhor o arrastou para dentro de sua casa e o levou para o 5º Centro de Saúde. De lá, um médico solicitou que uma viatura policial conduzisse o paciente para o Hospital Roberto Santos. Como Marcos mostrou temor em seguir com os policiais, estes ainda o agrediram com cassetetes, causando ferimentos em sua cabeça e perna, além de esfaquearem sua mão esquerda, mesmo a vítima apresentando uma fratura exposta na perna devido ao tiro recebido na ação policial, fato atestado por laudo do Instituto Médico Legal.

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