quinta-feira, 17 de abril de 2014

As rememorações espontâneas de vidas transatas são um argumento bastante importante



O PORQUÊ DA REENCARNAÇÃO

Fabiano Possebon



As rememorações espontâneas de vidas transatas são um argumento bastante importante e favorável à reencarnação. Podemos dizer que as teorias materialistas ou unicistas são acanhadas em tentar explicar esse fenômeno.

Essas lembranças estão efetivamente comprovadas em levantamentos idôneos realizados por pesquisadores eméritos em diversos países. Só para citar um exemplo: Dr. Ian Stevenson, autor do famoso “Vinte Casos Sugestivos de Reencarnação”, desencarnado este ano, catalogou mais de mil casos.

Ocorrem lembranças não intencionais, como no caso Manika, já lançado em vídeo, também no filme “Minha Vida na Outra Vida”, ambos baseados em casos reais, o DVD deste último contém extras com depoimentos de espíritas famosos e uma interessante seleção de fotos.

Ocorrem também lembranças espontâneas através de reencontros, de repetição de situações, desde a sensação de “déjà vu” até as cenas minuciosas, recordações surgidas pela presença de objetos antigos, ou então durante sessões de TVP.

Recordações aparecem também, muitas vezes, provocadas pelos espíritos bons, para entendermos certas circunstâncias da vida atual, quer por clarividência quer por informações através do canal mediúnico ou senão hipnose.

Algumas lembranças são fragmentárias, podem surgir em sonhos, no entanto, outras são bem completas, precisas e claras.

Há evidências, outrossim, no domínio paranormal de um idioma estrangeiro, conhecimento inato de ciências ou fatos, predição de futuro nascimento e que certas circunstâncias acabam comprovando, como vemos em “Vozes  do Antigo Egito”, de Francisco Waldomiro Lorenz.

A reencarnação, só ela, explica as desigualdades morais e intelectuais entre as criaturas, as aptidões, as tendências e idéias inatas; ela funciona como um instrumento de aperfeiçoamento e de redenção do homem na sua qualidade de espírito eterno.

O seu objetivo é fazer com que sejam desenvolvidas as faculdades da alma, a inteligência, sobretudo as aptidões; fazer com que o indivíduo melhore sucessivamente pelo cansaço e exaustão do mal, assinalando exemplos e realizando experiências; influir cada alma, pelos valores assimilados (culturais, intelectuais sentimentais, morais) no progresso da humanidade como um todo, também permitir que se cumpram, através das provas e experiências necessárias, a lei de causa e efeito.

A reencarnação não deve nunca ser vista como castigo, ela é, isso sim, uma oportunidade de ajustamento, corrigindo imperfeições, reabilitando-nos. O seu propósito é a reparação com vistas ao progresso e não o sofrimento. Ela é, fundamentalmente, condição de progresso.

Só mesmo a reencarnação explica os gênios precoces da arte e da ciência, conhecedores da história universal aos dois anos, poliglotas aos três, artistas consumados aos oito e assim por diante!

Uma coisa é certa: o arrependimento puro e simples não traz o alívio desejado, pois a criatura estaria pronta a repetir os mesmos erros. Se o arrependimento surge na vida física ou extrafísica e é sincero, brotará, naturalmente, o desejo de reparação em outra existência. E, nesse caso, o espírito prepara-se para as provas e expiações necessárias. Isto responde à afirmação de muita gente que diz não haver pedido para nascer. Pediu sim, como não?!!

Espero que este artigo atinja o seu escopo, que é o de tecer apenas alguns breves comentários sobre esta bênção maravilhosa que é a reencarnação.

Fonte: Verdade e Luz, edição n°. 259, Agosto de 2007

Federação Espírita do Estado de Mato Grosso 

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