sábado, 23 de abril de 2011

apresenta invasão dos tecidos que rodeiam a tiróide ou locais à distância (pulmão e osso).
Pode também ser usado para complemento da tiroidectomia nas formas menos agressivas.
É baseado no facto que as células malignas da tiróide captam o iodo 131 e são por ele
destruídas.
Em condições normais as células do cancro da tiróide captam apenas diminutas quantidades
de iodo (ou 131I). No entanto quando a TSH está muito aumentada, as células malignas da
tiróide são capazes de captar quantidades significativas de 131I. Esta dose elevada de 131I,
destroi as células malignas da tiróide sem lesar os tecidos que as rodeiam. Portanto para
efectuar tratamento com 131I é necessário que previamente a tiróide tenha sido toda ou
praticamente toda retirada.
Se após a tiroidectomia total ou quase total, um cintigrama com 131I, revela tumor residual no
pescoço ou metástases à distância, o doente necessita de terapêutica com iodo radioactivo
para destruir as células malignas.
Porque este tratamento é seguro e eficaz é também usado nos casos de cancro diferenciado
menos agressivo. Nestas situações é usado para destruir pequenos restos tiroideus que se
mantêm após a cirurgia. Esta abordagem pode melhorar o prognóstico e tornar mais fácil a
detecção de recorrência tumoral pelo doseamento de tiroglobulina.
Em alguns casos mais agressivos pode ser necessária radioterapia externa.
A quimioterapia geralmente não é eficaz.
Obviamente se a tiróide foi total ou quase totalmente removida, tem que ser administrada
hormona tiroideia para que o organismo se mantenha normal.
Vários estudos demonstraram que os carcinomas da tiróide recidivam mais frequentemente
nos doentes que não tomam esta medicação.
As doses de hormona devem ser ajustadas pelo médico de acordo com as características
particulares do doente. Em doentes com formas mais agressivas de carcinoma diferenciado
pode ser necessária uma maior dose de modo ao doseamento de TSH ser indetectável.
Seguimento do carcinoma diferenciado da tiróide
É fundamental o seguimento periódico, porque as recorrências tumorais podem aparecer
muitos anos após uma cirurgia bem sucedida.
Nas consultas de seguimento é importante a clínica e o exame físico com particular atenção
para a palpação da região cervical. Podem ser necessários outros exames nomeadamente o
RX do tórax, ecografia da tiróide e cintigrama da tiróide com 131I. É também fundamental a
monitorização regular da tiroglobulina. Esta substância é produzida e libertada pela célula
tiroideia normal e também pelo célula maligna do cancro da tiróide. Após tiroidectomia total, o
seu nível é muito baixo. Um nível elevado ou a subir da tiroglobulina implica persistência ou
crescimento tumoral, mas não está obrigatoriamente associada a um mau prognóstico. Um
nível de tiroglobulina elevado alerta o médico para a necessidade de efectuar outros exames
para a detecção de recidiva tumoral.

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