sábado, 23 de abril de 2011

exames poderão ser necessários como doseamentos mais específicos ou técnicas de imagem
como a ecografia ou a cintigrafia da tiróide.
Tratamento
Há vários tratamentos possíveis. A melhor opção terapêutica, discutida com um
endocrinologista, deverá levar em consideração vários factores como sejam o tipo de
hipertiroidismo, a sua gravidade, a idade ou história de alergias do doente. Deverá ser sempre
discutida com o doente que será devidamente informado dos riscos e benefícios de cada tipo
de tratamento.
Há medicamentos, conhecidos como antitiroideus, que diminuem a quantidade de hormonas
tiroideias em circulação e que são o metimazol e o propiltiouracilo. Raramente têm efeitos
indesejáveis mas devem ser utilizados com precaução e com apoio especializado. As doses a
utilizar são muito variáveis dependendo de cada caso clínico.
Fármacos conhecidos como b -bloqueantes são úteis logo que é feito o diagnóstico porque
melhoram alguns dos sintomas do hipertiroidismo apesar de não reduzirem a produção de
hormonas tiroideias. Deverão ser suspensos quando a doença está controlada.
O iodo radioactivo permite lesar as células da tiróide levando à diminuição da capacidade de
produzir hormonas tiroideias conseguindo-se uma normalização da quantidade de hormonas
tiroideias em circulação. É administrado por via oral, entra em circulação e é captado pela
tiróide que se encontra hiperactiva. Nas semanas seguintes o iodo com radioactividade vai
lesando lentamente as células da tiróide. Durante este período pode ser, ainda, necessário
manter tratamento com medicamentos e vigilância médica. Em alguns casos há necessidade
de repetir, mais tarde, este tratamento. Frequentemente a tiróide, passados alguns meses ou
anos, fica com a sua função diminuída, situação conhecida como hipotiroidismo. Nestes casos,
de fácil controlo, é necessário o tratamento com comprimidos de hormona tiroideia durante o
resto da vida pois a tiróide fica definitivamente lesada.
Alguns doentes necessitam de tratamento cirúrgico que consiste na remoção de parte da
glândula tiroideia no caso de nódulo tóxico ou na sua totalidade no caso de doença de Graves
e de bócio multinodular tóxico. Nos casos de remoção total o doente fica em hipotiroidismo ou
seja com diminuição das hormonas tiroideias circulantes, necessitando de tratamento com
hormona tiroideia para toda a vida. A decisão para este tipo de terapêutica deve ser ponderada
criteriosamente pelo endocrinologista e pelo cirurgião que deverá ter experiência neste tipo de
cirurgia.
Nos casos de tiroidites o tratamento é apenas sintomático podendo ser utilizados vários tipos
de medicamentos como analgésicos eventualmente até corticosteróides.

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