sábado, 23 de abril de 2011

Cirurgia
Existem várias opções para a cirurgia da tiróide, dependendo a escolha do tipo de operação da
doença da tiróide subjacente, embora a anatomia da glândula também tenha influência.
Lobectomia parcial – Não é utilizada (Figura 1)
.
Lobectomia (direita ou esquerda) – É a cirurgia mínima actualmente
praticada, embora raramente. Utilizada em casos de nódulo solitário
dominante benigno (Figura 2).
Hemitiroidectomia (direita ou esquerda) – Significa remoção de um
dos lobos da tiróide bem como do istmo. É uma cirurgia mais
alargada do que a anterior e é a opção mais frequente nas
situações benignas, em que os nódulos se localizam apenas num
lobo e/ou istmo tiroideu. Pode ser utilizada em casos de tumores
muito pequenos, pouco agressivos em doentes jovens (Figura 3).
Na prática clínica utilizam-se frequentemente os termos lobectomia
e hemitiroidectomia com o mesmo significado, isto é, ao realizar-se
uma lobectomia inclui-se a remoção do istmo.
Tiroidectomia subtotal – Esta opção remove o lobo mais afectado
pelo problema do doente, o istmo e grande parte do lobo oposto. É
uma opção para os cancros pouco agressivos, nos bócios que
causam compressão das estruturas do pescoço e/ou se estendem
para o tórax (bócios mergulhantes) (Figura 4). Hoje em dia, a
tendência vai no sentido de abandonar a tiroidectomia subtotal,
substituindo-a pela tiroidectomia total.
Tiroidectomia total – Remoção de toda a glândula tiróide. É a
cirurgia indicada nos bócios muito volumosos e no carcinoma
da tiróide, principalmente se papilar ou folicular grande,
agressivo e em indivíduos com mais de 40 anos, no carcinoma
medular da tiróide e no carcinoma anaplásico. Neste caso nem
sempre é possível retirar toda a glândula, já que muitas vezes o
tumor invade órgãos vitais do pescoço como a traqueia e as
artérias carótidas.
A incisão utilizada na cirurgia da tiróide mede entre 7,5 e 12,5 cm e geralmente cicatriza muito
bem.
Complicações
As complicações da cirurgia da tiróide são de um modo geral raras e de evolução favorável.
Problemas como hemorragia, infecção da ferida operatória, dificuldade respiratória, pneumonia
e tromboflebite quase nunca acontecem. Nos casos de cancros avançados que invadem as
vias respiratórias, pode existir dificuldade respiratória com necessidade de traqueostomia
(abertura na traqueia que permite respirar através de um tubo).
As duas complicações mais preocupantes, embora pouco frequentes, são a lesão do nervo
recorrente e o hipoparatiroidismo.
Os nervos recorrentes situam-se muito perto da região posterior da tiróide, e são responsáveis
pelo movimento das cordas vocais. Se pelo menos um dos nervos é lesado durante a cirurgia,

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